Plácido de Castro

De Madeira Mamoré
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Plácido de Castro

José Plácido de Castro', ' categoria personalidade histórica de rondônia imagem placido_de_castro jpg thumb josé plácido de castro


José Plácido de Castro nasceu no dia 09 de setembro de 1873 em São Gabriel - Rio Grande do Sul e, segundo registros, no dia 09 de agosto de 1908 agravou seu quadro de saúde, vindo a falecer 3 dias depois, no dia 11 de agosto de 1908

José Plácido de Castro tem influência direta em nosso Estado, pois a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré deu-se em decorrência do acordo entre Brasil e Bolívia, definitivamente ligado ao estado do Acre, ao qual José Plácido de Castro tem grande influência política e papel destacado na revolução Acriana.

José Plácido de Castro é descendente de família com tradições cristãs.

Filho do Capitão Prudente da Fonseca Castro (veterano das campanhas do Uruguai e Paraguai) e da dona Zeferina de Oliveira Castro.

Seu nome foi em homenagem ao seu avô, o Major paulista e bisneto de Joaquim José Domingues, tendo lutado ao lado de Borges do Canto, na conquista das missões em 1801.

José Plácido de Castro faleceu no dia 09 de agosto de 1908, através de uma emboscada liderada por Alexandrino José da Silva.

Ingressou na escola militar da então próvíncia do Rio Grande do Sul, com o objetivo de dedicar-se à carreira militar. Fazia oposição ao presidente Floriano Peixoto, pois deferendia as eleições diretas e não concordava com a substituição de Deodoro da Fonseca por Floriano Peixoto, apesar de a maioria discordar dele.

Após a solicitação do fechamento da escola onde José Plácido de Castro estudava, por cadetes e oficiais, abandonou a escola para lutar pelos Maragatos, de 1893 a 1895, contra o governo de Floriano Peixoto.

Sua trajetória, após o fim da revolução, foi anistiado e passou a morar no Rio de Janeiro, exercendo o cargo de inspetor dos alunos do colégio militar. Também exerceu a função de fiscal das docas do porto de Santos, em São Paulo.

Voltou para o Rio de Janeiro exercendo a função de agrimensor.

Em 1899 seguiu para o Acre e, em 1901, quando estava demarcando o Seringal Victoria, tomou conhecimento que a Bolívia havia arrendado o Acre para uma empresa norte-americana, o que fez ficar tenso o convívio entre brasileiros e bolivianos.

Diante da situação, o governo brasileiro reconheceu a legitimidade da Bolívia, no entanto, foi iniciado um movimento armado pela posse da região para acabar com a revolução.

O governo boliviano enviou um contingente de 400 homens, tendo como comandante Rosendo Rojas, mas José Plácido de Castro, conhecedor da região e das adversidades naturais, necessitou de apenas 60 seringueiros, sendo reforçado em Empreza, saindo novamente vencedor.

A revolução teve seu fim em 1903, através do Tratado de Petrópolis.

Já em 1906, José Plácido de Castro tornou-se governador do Acre.